“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” (Mateus 23:27-28)
Provavelmente você já tenha participado do sepultamento de alguém da família ou de um amigo. Muitos cemitérios são bem cuidados, arborizados e até bonitos em sua aparência. Entretanto, debaixo da terra, longe dos olhos das pessoas, estão os restos mortais. Foi justamente essa imagem que Jesus utilizou para falar sobre a hipocrisia.
Hipocrisia é falsidade, fingimento, dissimulação. É aparentar sentimentos, virtudes, crenças ou comportamentos que, na realidade, não correspondem ao que existe dentro do coração. A palavra está relacionada à ideia de representação teatral. Na antiguidade, os atores utilizavam máscaras para representar diferentes personagens. Assim, a pessoa hipócrita apresenta uma aparência para os outros, enquanto esconde aquilo que realmente é. O problema não está apenas em aparentar ser algo diferente. O perigo maior está em viver uma vida dividida entre aquilo que mostramos e aquilo que realmente somos.
Jesus confrontou duramente os escribas e fariseus porque eles demonstravam uma grande preocupação com a aparência religiosa, mas negligenciavam a transformação interior. Conheciam as Escrituras, observavam regras e costumes e demonstravam uma aparência de espiritualidade, mas seus corações estavam distantes de Deus. Por isso, Jesus os comparou a “sepulcros caiados”: bonitos por fora, mas cheios de imundícia por dentro. Deus, porém, não olha apenas para aquilo que as pessoas conseguem enxergar. Ele conhece o coração. “Porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (I Samuel 16:7) A verdadeira vida cristã não consiste em construir uma aparência diante das pessoas, mas permitir que Deus transforme o nosso interior. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” (Salmos 51:10)
Por isso, hoje precisamos olhar para nós mesmos diante do espelho da Palavra de Deus e perguntar: Quem somos realmente quando ninguém está olhando? Somos as mesmas pessoas em público e em particular? Aquilo que falamos corresponde àquilo que praticamos? Nossa fé é apenas uma aparência ou existe verdade em nosso relacionamento com Deus? Não precisamos usar máscaras diante do Senhor. Podemos ser sinceros, reconhecer nossas falhas, confessar nossos pecados e permitir que Ele transforme aquilo que precisa ser transformado. Deus não procura pessoas perfeitas, mas corações verdadeiros e dispostos a serem transformados por Ele. Que a nossa aparência exterior seja apenas o reflexo de uma vida que foi verdadeiramente transformada por dentro.
Deus lhe abençoe em família!


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